O que acontece depois que o controle é habilitado?
Por que criei o Not by Default e o que pretendo compartilhar por aqui.

Em um projeto de DLP, é fácil chegar à conclusão de que o trabalho terminou quando as políticas estão habilitadas, os testes passaram e a documentação foi entregue.
Mas imagina que, algumas semanas depois, a empresa precisa compartilhar informações com um novo parceiro. Surge uma exceção, um processo muda ou alguém identifica um comportamento que não estava previsto.
Aquela implementação continua atendendo ao que a empresa realmente precisa?
É uma pergunta que vale muito mais do que simplesmente verificar se a política está ativa.
E isso não acontece apenas com DLP.
Em Data Governance, por exemplo, podemos ter um catálogo bem estruturado e continuar com dificuldades para entender quem é responsável pelos dados ou quem deveria ter acesso a eles.
Com a adoção de IA, a discussão fica ainda mais interessante. Não basta saber que uma ferramenta está disponível. Precisamos entender quais informações ela consegue acessar, com quais permissões e quais controles realmente se aplicam.
No final, o que importa não é quantos controles implementamos, mas se conseguimos demonstrar que eles estão resolvendo o problema certo.
Por que Not by Default?
Escolhi esse nome porque ele representa uma forma de pensar sobre tecnologia.
Configurações padrão existem por bons motivos. Muitas vezes, são exatamente o que precisamos. Mas não deveriam substituir o entendimento do ambiente, dos riscos e do resultado esperado.
Uma funcionalidade estar disponível não significa que precisamos habilitá-la. Da mesma forma, uma configuração já implementada não significa que precisamos modificá-la a cada novidade.
O importante é conseguir explicar por que estamos fazendo determinada escolha e como vamos verificar se ela funciona.
O que quero compartilhar por aqui
O Not by Default será meu espaço para escrever sobre Data Protection, Data Security, Data Governance e os desafios que a inteligência artificial traz para essas áreas.
Naturalmente, Microsoft Purview e Microsoft 365 vão aparecer bastante. São tecnologias que fazem parte da minha atuação profissional e sobre as quais tenho interesse em continuar aprendendo e compartilhando conhecimento.
Mas não quero limitar as discussões a uma ferramenta ou fabricante.
Quero trazer análises, experiências, laboratórios, decisões de arquitetura e também questionamentos sobre coisas que, às vezes, parecem óbvias até começarmos a investigar.
Não estou criando uma publicação para cumprir um calendário ou comentar toda novidade que aparece.
A ideia é compartilhar algo quando realmente tiver uma contribuição útil.
Se isso ajudar outro profissional a avaliar melhor uma decisão ou evitar um problema que ainda não tinha considerado, já teremos uma boa razão para continuar essa conversa.
Vitão Fernandes
About the author
- I'm Victor “Vitão” Fernandes, a data protection professional working across architecture, implementation, and operations in the Microsoft ecosystem. My focus is understanding what needs protecting, choosing the right controls, and verifying how they work in practice. I write Not by Default to share the thinking behind technical decisions, not just the configuration steps.
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